Software livre e abertura

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No trabalho da nossa Cátedra, priorizamos o uso do software livre. Não digo que somente utilizamos software livre porque aprendemos que criar esse dogma limita nossa capacidade de colaboração. O princípio ético de utilizar o software livre em ambientes de trabalho e pesquisa pode levar a conflitos e negativas. É difícil, e por vezes impossível (ou com alto custo pessoal) negar participação em grupos já articulados em plataformas de comunicação fechada e que muitas vezes dependem da coleta de dados como modelo de negócio (como aplicativos de comunicação).

Mas existem cada vez mais, diversas alternativas similares ou superiores em software livre que não são utilizadas por inércia, falta de apoio institucional, reduzido número de usuários e desconhecimento. Portanto, há também a oportunidade de formação, de diálogo, de esclarecimento e construção conjunta de outras estruturas técnicas.

É com base nesse princípio que trabalhamos.

O nosso site é feito em WordPress, com um tema customizado, cujo código está disponível abertamente.

Fazemos uso de uma ferramenta de planejamento chamada Kanboard, que segue o modelo do kanban (muitos conhecem o Trello, que trabalha de forma similar). É possível utilizar o Kanboard em um servidor compartilhado, de baixo custo.

Fazemos nossos questionário e pesquisas de levantamento de dados utilizando o LimeSurvey, uma alternativa muito poderosa e versátil ao Google Forms.

Nos comunicamos instantaneamente utilizando o Signal, uma alternativa ao Whatsapp e em outros casos, utilizamos o Riot.im para comunicação, também uma boa alternativa ao Slack. Para conferências em vídeo, utilizamos o Jitsi ou Appear.in, alternativa ao Skype e ao Google Hangouts.

Para enviar arquivos grandes de forma segura, usamos o Firefox Send.

Para organizar nosso trabalho acadêmico e referências de forma colaborativa usamos o Zotero, uma alternativa ao Mendeley e Endnote. Usamos também a Wikiversidade para construção coletiva de textos públicos.

Utilizamos o OnlyOffice, uma alternativa aos sistemas prioritários da Google (Drive/Docs) e da Microsoft (Office 365). Na verdade, é mais que uma alternativa, já que as ferramentas de edição são mais robustas do que as disponíveis no Google. O Onlyoffice pode ser usada no nuvem por um custo bem razoável por usuário, ou pode ser instalado no seu próprio servidor, e integrado com outras ferramentas livres, como o Nextcloud (alternativa ao Dropbox).

Em breve, vamos sistematizar os percursos e reflexões nessa jornada. Por hora, convidamos você a experimentar (e sugerir) alternativas!

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