Seminário REA (S1)

Seminário: Recursos Educacionais Abertos [S1/2011]

Este seminário objetivo discutir o acesso e produção de informação partindo de dois temas de crescente importância. O primeiro é a produção de recursos digitais, partindo do movimento Recursos Educacionais Abertos (REA). Este engloba princípios de design, disseminação, acesso e inovação focando no liberdade de uso e reuso de conteúdo digital. O movimento tem levado a questionamentos sobre novas concepções de direitos autorais, inovação tecnológica, e a disseminação de recursos educacionais.  O segundo é a disseminação e inserção destes recursos em espaços que fomentem a equidade de acesso e liberdade de aprendizado para todos fazendo uso das mais variadas tecnologias de informação e comunicação (como a Internet). Para tanto, se propõe um diálogo entre o acesso a informação, a produção de recursos abertos e políticas de desenvolvimento e arquivamento em repositórios ou bibliotecas digitais.

Objetivo. Criar uma série de recursos focados em REA para o público alvo: professores do ensino básico público. O seminário vai ajudar você a entender melhor o que está por trás dos REA para que você possa contribuir com a “Cartilha REA para professores” e ajude na construção de um “catálogo de portais e recursos REA em português” (os dois projetos para 2011), entre outros mini-projetos que fazem parte dessa empreitada e explorarmos durante o curso dependendo do interesse de cada um.

Participação. Este não é um curso para crédito, mas você receberá uma carta certificando sua participação.  Se a leitura for difícil, peça ajuda a outro participante, leia junto, poste uma pergunta, peça uma tradução (ou use tradutores online). Nada que facilite a sua compreensão é proibido. Todos os artigos estarão disponíveis na nossa lista. É nossa meta, ao mesmo tempo, contribuir para que outras pessoas tenham acesso a este conhecimento. Portanto, em certos momentos pedirei que juntos (eu começo e vocês ajudam) façamos traduções e resumos usando ferramentas online para que possamos contribuir com a comunidade.

Participantes. Alunos do intercâmbio FIPSE-CAPES 2010 e 2011, professores da rede pública, e interessados.

Facilitador. Tel Amiel, Claudia Wanderley, Miguel Said, e convidados.

Encontros

  1. Educação aberta [21/02/2011, 14:00-16:00, Sala LL01, primeiro andar, Faculdade de Educação]
  2. Cultura: Participação no mundo digital [13:30-15:30, 28/03,  Sala LL01, primeiro andar, Faculdade de Educação]
  3. EXTRA – Fórum Permanente da UNICAMP  [30/03/2011, 09:00-17:00]
  4. Commons, Propriedade, Direito Autoral [9/5, 13:00-15:00, LL01 – Faculdade de Educação]

Leitura prévia

Amiel, T., J. Squires, Orey, M. (2009). “Four strategies for designing instruction for diverse cultures.” Educational Technology 49(6): 28-34. É o artigo que fundamenta o nosso projeto. Versão nova, em português, já foi distribuída (se não tem, peça)

Sempre útil

Curioso

Rossini, C. (2010). Green-Paper: The state and challenges of OER in Brazil: From readers to writers? Ou “Livro Verde Sobre Recursos Educacionais Abertos: Desafios e Perspectivas.” Encontre as duas versões (inglês e português) aqui: http://rea.net.br/materiais-de-referencia/

Fevereiro. Educação Aberta

A educação é um direito. Como a escola pode ser diferente para que todos tenham acesso à este direito? Qual a contribuição que recursos educacionais abertos podem fazer para fomentar e promover o acesso à educação?

 

Leitura. Illich, I. Sociedade sem escolas. Somente a parte: “Teias de Aprendizagem” (PDF por email). Pensar em “educação aberta” não é uma coisa nova. A visão radical de Illich é uma boa maneira para pensar como a educação pode ser diferente à medida que faz interface com o mundo digital – preste atenção nos termos que ele usa já na década
de 70!

Vídeo. Conectivismo/MOOC. http://cck11.mooc.ca/index.html. Veja versão traduzida para português:
[http://universalsubtitles.org/videos/3GUrkLqT2TOv/]. É um exemplo de como a educação pode ser “diferente” no mundo digital. Tente ver a relação com o que Illich está falando. *Nota, é necessário Firefox para ver esse vídeo.

Tarefa. Existem muitos projetos que buscam “abrir” a educação para além do espaço da escola ou da universidade. Alguns são mais radicais, outros suplementares ao trabalho de instituições existentes. Escolha um projeto de educação aberta para apresentar ao grupo. Especificamente: Quais os objetivos de projeto? O que eles oferecem? Para que público? Como funcionam os “cursos”? Quais são algumas das vantagens e desvantagens que você identifica? E, finalmente: 1) como e que tipo de recursos digitais são utilizados/oferecidos, e 2) como isso pode ser útil para um professor do ensino básico? Teremos as apresentações (5-10 minutos):

  • Simone: Universidade Virtual da Africa, http://www.avu.org
  • Elayne: MIT OpenCourseWare (geral http://ocw.mit.edu e especificamente o novo http://ocw.mit.edu/courses/ocw-scholar/ [apresentação]
  • Aline: Peer-to-Peer University, http://p2pu.org/ [apresentação]
  • Jennifer: Khan Academy, http://khanacademy.org
  • Fernanda: Universidade Aberta do Brasil, http://www.uab.capes.gov.br/index.php
  • Daniel: United Nations University of the People, http://www.uopeople.org [http://prezi.com/wmsnvr4n89vp/apresentacao-da-university-of-the-people/]
  • Thiago: Portal WebQuest

Para o próximo encontro você pode fazer uma apresentação formal (estilo PPT), ou ainda navegar pelo site explicando ao grupo as questões acima.

Curioso. K. Tomaševski. Removing obstacles in the way of the right to education. http://www.right-to-education.org/sites/r2e.gn.apc.org/files/B6e%20Primer.pdf A diferença entre educação como um serviço ou um direito. Se todos temos direito à educação, porque é tão difícil conseguir que todos tenham acesso? A escola como conhecemos é a melhor estrutura para tal?

Março. Cultura: Participação no mundo digital

Facilitadora: Profa. Claudia Wanderley (CMU/UNICAMP)

Temos 3 leituras, e um encontro portanto, nenhuma outra tarefa para este encontro. Nosso projeto parte do princípio que o acesso à informação é um direito. Mesmo com o discurso moderno de que “todo mundo tem acesso a Internet”, metade do planeta nunca checou email nem entrou no Orkut. Pior, mesmo que pudesse, não teria condições de uso porque não entende a língua, não entende o contexto, ou não partilha da mesma visão de mundo. Acesso é bem mais complicado do que ter um smartphone. Vamos discutir essa problemática passando pelos temas acesso, cultura, língua, e minorias dentro da cultura digital.

Leituras

UNESCO (2003). Recommendation concerning the Promotion and Use of Multilingualism and Universal Access to Cyberspace. Paris, United Nations: 10. http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-URL_ID=13475&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html São 4 páginas (4-8) que explicam a conexão entre os direitos humanos e o direito a cultura e a relação com o “cyberspace”. Relacionado à nossa discussão sobre “direito à educação” e abre portas para pensar na questão de cultura/língua e acesso a informação (nada trivial, porém
muito ignorado).

Coracini, M. J. (2007). A celebração do outro. Seção: Língua materna-estrangeira: entre o saber e conhecer.
Analizar a linguagem é um ótimo exemplo para contextualizar a problemática cultural. Todo mundo se entende? Falamos a mesma língua?

Thomas, M., Mitchell, M., & Joseph, R. (2002). The third dimension of ADDIE: A cultural embrace. Techtrends, 46(2), 40-45. O design instrucional é a disciplina ligada ao desenvolvimento de material educacional (nosso propósito nesse projeto!). A questão “cultural” têm sido ignorada. Aqui, vocês terão uma revisão do modelo ADDIE (muito tradicional) e um argumento para a inclusão de considerações culturais no processo de design.

Curioso
Exclusão digital. Acesso depende de dispositivos (computador, e afins) mas também de conhecimento, competência, habilidade e outros fatores individuais e sociais.


Março. EXTRA! Fórum Permanente “Ciência e Tecnologia”

Data: 30/03 [09:00-17:00] Participar do Fórum Permanente: Ciência e Tecnologia (Auditório da UNICAMP) organizado pelo nosso grupo. Para registrar, vá ate: foruns.bc.unicamp.br. Saiba mais no nosso site.

Acesso a Informação: Recursos digitais, disseminação de conhecimento, e valorização do conteúdo local.


Maio. Commons, Propriedade e Direito Autoral

Facilitador: Miguel Said (USP) – http://impropriedades.wordpress.com/

Vamos conectar com o Miguel via Skype. Teremos uma apresentação sobre os temas e depois, um debate de 30-45 minutos sobre as implicações desse tema para o espaço da escola pública e nossa prática.

Educação como um direito básico pressupõe que podemos compartilhar, contribuir e disseminar conhecimento de maneira aberta. As relações são de natureza econômica, política e social. A educação e seus produtos devem ser comercializados?

Leituras. São dois livros em formato PDF. Só vamos ler um artigo de cada um deles. O primeiro, em espanhol, é curto.

Curioso. Illich volta a cena, quem gostou do outro livro, vai gostar do texto abaixo.

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