CDI: Inclusão, Educação e Cultura Digital

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Com o passar do tempo temos a tendência a substituir termos já conhecidos por termos novos ou mais sofisticados. Na década de 90, falava-se da “exclusão digital” (ou digital divide que nunca fez muito sentido em português). Depois, mudamos para “exclusão social” na tentativa de deixar claro que não se tratava somente de um acesso aos equipamentos e redes. Me chamaram a atenção (levei bronca!) por usar essa terminologia tão ultrapassada quando voltei ao Brasil. Passado o tempo, nem exclusão se usava mais, e falávamos de “inclusão social”. Pois bem, nessa toada perdeu-se completamente o sentido original da discussão, que tinha um foco específico e um objeto de estudo central focado nas novas mídias (ou, para efeito de discussão “tecnologia digital”).

Nessa apresentação que fiz aos coordenadores/educadores de EICs do CDI-Campinas, falei um pouco sobre essa trajetória, tentando lembrar que ainda não chegamos perto de resolver os problemas que eram expostos pelos pesquisadores da “exclusão digital”, lá na década de 90. Sem dúvida, vale a pena pensar nos desafios da “inclusão social” quando falamos de cultura digital. Definitivamente não estamos falando somente de equipamentos e redes. Mas (in)felizmente, sim, ainda temos que discutir esse tema – a exclusão digital está mais do que nunca presente.

Apresentação para download, aqui (PDF, 700K).

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